É bem provável que você já tenha visto ou ouvido falar desse clássico do cinema, que foi relançado há pouco tempo com uma nova roupagem, contando a história de macacos que tomam o governo da Terra. Eu, particularmente, nunca assisti ao filme por completo, por não gostar desse tipo de obra cinematográfica. No entanto, ele oferece uma boa comparação para o momento que estamos vivendo. Hoje, alguns políticos assumem a bandeira que denominam “causa animal”, mas, antes de aprofundar no assunto, quero frisar que já tive cachorros em casa e que não tenho nenhum ódio contra esses animais. Ressalto, ainda, que sou totalmente contra qualquer tipo de maus-trato aos bichos, sejam eles quais forem. Infelizmente, quando se fala desse tema, parece que não se pode ter um debate qualificado, pois muitos olham de maneira emocional e não racional, e fazem de tudo para sufocar quem pensa de forma contrária. Todavia, o objetivo deste texto é apresentar uma análise ponderada, indo diretamente ao cerne do problema.
Diante do grande universo animal, vou me limitar a comentar sobre os cães, pois são os que estão tomando conta das ruas da cidade. Contudo, não se vê uma ação efetiva para solucionar essa situação. Na realidade, só há um aumento dessa celeuma, tanto para os cachorros quanto para a população. Diante disso, é inevitável não lembrar de como os governos do PT e da esquerda trataram os nordestinos em relação à solução da seca na região. Passaram anos dizendo que estavam fazendo a transposição do Rio São Francisco, mas as obras caminharam a passos lentos, e a cada eleição diziam a mesma coisa:
“A água está chegando, estamos levando água, etc.”
Como se diz por aí, conversa fiada. Paralisações aconteciam frequentemente, e as obras que já haviam sido feitas sofriam com a deterioração. No meio desse imbróglio, havia mais uma peça no quebra-cabeça da demora: os “coronéis” que detinham o poder dos caminhões-pipa, que ganhavam e ainda ganham muito dinheiro com essa crise proposital, muitas vezes com empresas ligadas a políticos. Assim, você já entende quem tem interesse para que o problema continue.
Aqui, a situação acontece de forma parecida, mas por causa do voto. Logo, se o problema for resolvido, teoricamente, não há necessidade de um defensor da causa. Enquanto esse cenário persistir, estarei na política.
Ah, mas então podem dizer que o principal problema está no abandono dos animais, o que favorece o crescimento descontrolado da população canina. Sim, concordo, mas não se vê a elaboração de projetos de lei que promovam o controle da situação por parte dos “defensores” da causa. Em Anápolis, por exemplo, já foi apresentado um projeto por um vereador que não faz parte desse grupo, e que traria um grande avanço: a castração em massa dos animais de rua. Outro caminho seria o cadastramento dos cachorros e seus donos, sendo que, caso quisessem promover a reprodução, deveriam informar o poder público e arcar com toda a responsabilidade pelos filhotes gerados, com o devido cadastramento. Além disso, se fosse identificado um animal abandonado que tivesse algum dono, este seria penalizado com uma multa.
Portanto, há soluções práticas e rápidas para o problema, antes que tenhamos mais complicações, considerando o grande número de animais já presentes nas ruas, onde já ocorrem ataques a pessoas e que, futuramente, podem transmitir doenças como a raiva, por cães infectados. Muitos moradores já têm experimentado a “raiva” com os lixos espalhados e fezes de cachorro nas portas de suas casas e se não houver uma ação concreta e urgente por parte do poder público, teremos não só esses problemas, mas também um novo filme sendo lançado, que será denominado Planeta dos Cachorros.