2 de abril de 2025

Chuva e buraco: uma história de amor em Anápolis

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É impossível passar pelas ruas de Anápolis e não se deparar com grandes crateras no asfalto, uma situação triste que me fez lembrar de uma música que alguns amigos de colégio gostavam de ouvir. Para escrever este texto, precisei pesquisar a letra, pois não sou adepto de algumas canções que fizeram e fazem sucesso. Claro, tenho critérios para ouvir música e não sou fã das que trazem duplo sentido. Porém, a música diz o seguinte:

“Puta que pariu, pisa no freio, Zé, veja em nossa frente o tamanho do buraco.”

Parece bem familiar para a cidade, vendo o tanto de buracos que se formam a cada dia de chuva. E no meio desse caos, vou dizer uma ironia: é bem provável que os mecânicos que mexem com rodas, suspensão, etc., gostem dessa situação. Quem não gosta disso são eu, você, motoristas de ônibus, motoristas de aplicativos, taxistas e mais um meio mundo de gente. Mas o que mais irrita é a inércia de cada governo que assume o poder, pois não solucionam o problema de uma vez por todas. São apenas remendos por todo o município, onde as ruas mais parecem estradas de chão, cheias de “costelas de vaca”, colocando os motoristas em riscos diários de acidentes.

Sabe, todo acidente comprovado que tenha sido provocado por um buraco, a pessoa que tenha sofrido deveria receber uma indenização. Talvez assim muitas coisas mudassem. Ah, mas vão dizer que neste governo estão fazendo algumas pavimentações. Só que em muitos bairros que não têm rede de esgoto ou cujas tubulações são antigas e precárias, o que ocorre? Mais buracos para a implantação da rede de esgoto ou para manutenção, confirmando esse ciclo vicioso.

O que deveria ser feito era um planejamento estratégico entre o Governo Municipal e o Estadual, para que, em cada rua que fosse mexida, ambos entrassem com a parte necessária para melhorias ao cidadão, fazendo um serviço único que duraria por décadas, com material de qualidade. Simples assim. Mas o interesse parece não ser esse, e Anápolis fica em segundo plano, tendo em vista o interesse pessoal dos politiqueiros que, a cada dia, a deixam em um buraco sem fim, que, em alguns anos, pode se tornar maior do que o buraco negro no universo.

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