2 de abril de 2025

JUIZ LADRÃO É O QUE APLICA TRIPLA PUNIÇÃO!

Por Glauco Felipe

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Os melhores juristas brasileiros dão conta de que a Constituição da República Federativa do Brasil, de 05 de outubro de 1988 é a Lei Maior e que deve ser aplicada a despeito de qualquer regra. Nessa ordem vigente, assinalam a existência dos princípios constitucionais implícitos da razoabilidade e da proporcionalidade, que também são regras que sempre devem ser observadas: pelo Estado, pelas autoridades públicas, pelos particulares e por todo e qualquer cidadão.

Privilegiando esses princípios-normas da proporcionalidade e da razoabilidade, bem como prestigiando o equilíbrio de duas equipes que disputam uma partida de futebol… Em 2016, a FIFA criou a norma da “proibição ao triplo castigo”. Se um jogador comete uma falta para evitar o gol dentro da grande área, o árbitro deve apitar o pênalti. Mas, em hipótese alguma, pode aplicar o cartão vermelho direto. Isso porque uma das equipes seria triplamente penalizada: 1º: uma chance clara de gol pro adversário (com o pênalti marcado); 2º: um cartão vermelho que vai deixar o time com um atleta a menos todo o restante do jogo, desequilibrando a paridade de armas; 3º: com a suspensão que o jogador expulso deve cumprir no próximo jogo.

Em Anápolis-GO, no sábado, 25, numa bela tarde ensolarada, diante de 3.787 pessoas, o árbitro Artur Morais rasgou a Constituição Federal e ignorou a existência das regras da FIFA.

O Galo da Comarca enfrentou o Goiás EC pela 4ª rodada do Goianão 4 Play 2025. A partida estava sendo engendrada como um belo espetáculo de futebol. O alviverde retranqueiro criando poucas oportunidades. O Anápolis chegando e querendo impor o seu ritmo de 1 ano e meio de invencibilidade em casa.

Até que, aos 13 minutos do 2º tempo, o apito cansado interviu e tirou o brilho do jogo. Messias, zagueiro do Goiás, na entrada da área, cabeceia a bola. O atacante Breno Herculano erra o chute na cara do gol, em lance que ficou dividido com o zagueiro tricolor Igor Souza. O árbitro gesticula com muita convicção que o atacante se jogou errando o chute e que não teria havido qualquer infração. Após longos minutos de espera da revisão do lance pelo VAR, o juiz faz o inacreditável e arruína o que teria sido um grande duelo futebolístico.

Além de considerar pênalti uma jogada sem qualquer violência, entrada mais dura ou expressivo contato… o professor encenou a burrice de aplicar um cartão vermelho direto, punindo triplamente o Anápolis: sem razoabilidade, sem proporcionalidade e sem a observância à proibição da FIFA à tripla punição. Essa regra vem sendo aplicada no futebol há quase uma década de anos. Mas, não no futebol goiano. A arbitragem acabou com o jogo e interviu errônea e tragicamente.

A história se repete. Torcedores do interior sempre relatam vantagens e favorecimento aos times da capital. É o que aconteceu na decisão de 1996 entre esses mesmíssimos clubes. Sem falar no longínquo ano de 1981, em que o Goiás tirou o título da Anapolina, a rubra, a xata, não entre as 4 linhas. Pelo contrário: se sagrou o campeão fora de campo, no tapetão! O que, a bem da verdade, o tornou campeão de coisa nenhuma. Historicamente, é o clube que toma as coisas na mão grande! Vergonha muito grande para o esporte profissional… que um time de Goiânia seja sempre beneficiado com favores de uma arbitragem enfadonha e com uma seletiva benevolência.

Notadamente, o público frequenta o campo para assistir as partidas que devem ser essencialmente protagonizadas pelos atletas. Se o juiz aparece demais, algo de errado não está certo. Parece ser uma grande obviedade! Como o próprio nome insinua, o jogo… ah! o jogo… é para o jogador jogar. Se fosse pro juiz apitar, os salários de Arnaldo Cézar Coelho; Carlos Eugênio Simon; Wilson Sampaio e tantos outros árbitros seriam bem maiores que os ganhos dos grandes craques ao exemplo de Ronaldo Fenômeno; Ronaldinho Gaúcho; Messi; Neymar e Vinni Jr.

Aliás, a Federação Goiana de Futebol, se fosse uma instituição séria, deveria punir árbitros larápios que se nos apresentam. Colocá-los o resto da temporada na geladeira. Mas, fazem o contrário! Os premiam e os promovem para que venham a conduzir outras tantas tramoias. Triunfo da injustiça! Desrespeito à surrupiada Constituição da República e seus inexistentes valores (da proporcionalidade e da razoabilidade). Sem falar na inobservância ou na completa desconsideração com o que seria ou deveria ser o padrão FIFA. Pobre futebol! Em terras goianas, tem oferecido muito pouco e esse pouco que colocam é inescrupulosamente roubado em plena luz dia.

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