Mais importante do que dar um prazo de 24 horas para a Saneago resolver um problema que se arrasta há anos, é ler e interpretar o contrato celebrado entre o município e a estatal.
Graças ao nosso prefeito, Márcio Correia (PL), tivemos a sorte de ter na Procuradoria Geral do Município, a senhora Rafaella Barbosa Coelho Peixoto, que entende tudo de Saneago, uma vez que ela é servidora de carreira da instituição.
Deste modo, ela tem total ciência da cláusula sétima do pacto assinado em 2020, que diz que é de obrigação da fornecedora entregar água de qualidade para os anapolinos, e que caso isso não ocorra, a prefeitura poderá fazer uma intervenção de até 180 dias até que os serviços se normalizem.
É também de conhecimento da doutora procuradora, que, no acordo, foi embutido um valor nas faturas dos moradores de Anápolis, para que se bancasse a fiscalização a ser realizada pela “Agência Reguladora do Município de Anápolis”, a qual é presidida pelo senhor Robson Torres, o mesmo que durante todo o mandato de Roberto Naves fingiu cegueira e não apresentou nenhuma reclamação a “Sanebarro”. Ou seja, além de tudo, ainda pagamos para bancar um marajá que não nos serve para coisa alguma.
Por fim, está nas mãos da procuradora geral do município executar o contrato e dar a nós, anapolinos, a chance de pelo menos saber o que realmente está acontecendo com fornecimento de água da nossa cidade. É por Anápolis e contra a Saneago. O que será que uma servidora de carreira da estatal que tanto nos prejudica irá fazer?